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omundodaervilha

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21
Ago20

Os engravatadinhos

Ervilha

O dia é marcado com antecedência, fala se do assunto nos corredores. É o assunto do dia.

E tu contínuas a tua vidinha, porque o trabalho nao se faz sozinho.

 

Os engravatadinhos começam a aparecer, cheios de atitude e peito espetado.

O elemento principal entra em palco, vende o  seu peixe  (diga se que foi de forma eficiente e muito agradável) e é preciso  uma decisão.

Simples como onde fica a porra do camião publicitário?!

Os engravatadinhos trocam olhares e ficam em silêncio, sente se o nervoso miudinho.

A vida la fora existe e é feita de decisões aparentemente fáceis, afinal tu não és um engravatado e tens que ser tu a dizer onde fica o quê e como.

Simplicidade vs ego.

 

08
Ago20

Lá para Novembro

Ervilha

Está tanto calor, não me lembro de estar tanto calor, mas a minha memória também não é lá grande espingarda,não me lembro do almoço de ontem.

Provavelmente já esteve assim quente e húmido,a roupa cola no corpo,o cabelo parece constantemente lambido por uma vaca e devido as quantidades exorbitantes de água, nem quero ver a conta do papel higiénico este mês (certamente já bati as primeiras semanas de Corona).

Não sou nada fã deste tipo de tempo, sou mesmo invernal,gosto dos gorros, cachecóis e botas, daquelas com pêlo bem quentinhas.

Mas depois de quase 9 meses de cinzento,sabe bem ver o tom pálido do meu corpito ganhar cor,o rosado na cara ,tem sempre um ar mais saudável.

No inverno vou sendo um beje mais escuro, graças às camadas de betume.

Por volta de Novembro,deve começar a ladainha, este inverno tá mesmo feio!

Não me lembro de ter tanto frio!

Faz falta um solinho!

Humana vs tempo

A saga anual.

 

07
Ago20

O dia antes

Ervilha

Hoje é o dia antes das férias.

É o dia que não apetece mesmo nada ir trabalhar.

Porque a minha alma já está a vadiar pela estrada fora a procura de um spot para parar a carrinha e se estender na natureza.

 

06
Ago20

O Ó na testa

Ervilha

Gente que adora fazer os outros de parvos.

Quando são os estranhos, colegas de trabalho ou qualquer outra pessoa morna na minha vida.

Normalmente aceno e continuo a minha vidinha.

Mas quando são aqueles que estão ali diariamente, nos conhecem e fazem parte daquele ja tao restrito círculo, o caso muda de figura.

Faz-me respirar com dificuldade, os maxilares ficam duridos de tamanha pressão que me causa.

A pergunta é sempre a mesma.

Porquê?

Para quê?

Fazer o outro de parvos em nada melhora um relacionamento, em nada fortalece a confiança. Muito pelo contrário, cria pequenas friçuras em paredes que deveriam ser sólidas.

Sempre achei que se eu assumi se os meus defeitos facilitava a vida aos outros e a minha. Não me pinto de santa ou de algo que não sou. Só porque sim, para ficar bem na foto, ou para ter a simpatia de outro alguém.

E sempre esperei daqueles a quem me dou o mesmo.

A parte mais difícil é saber que me estão a meter o Ó bem no meio da testa, sem qualquer pingo de remorso ou pestanejar.

Apenas para defenderem ideais que ficam bem.

Sim porque fica bem afirmar que não se tem esta ou aquela rede social, que não se liga a isto ou aquilo, que jamais seríamos capazes.

A minha parte favorita é quando no meio da mão que bate no peito com afirmações de grandiosa educação e princípios , eu sou posta em causa.

Realmente cada vez gosto mais do meu cão.

 

 

05
Ago20

O romântico que se fod**

Ervilha

Em tempos de mensagens, instas e nudes, uma rosa pode ser muito perigosa e criar o pânico a qualquer jovem donzela de vintes aninhos.
A pobrezita chega ao carro depois do dia longo de trabalho e depara se com uma rosa colada no seu lugar de parking.
Instala se o pânico, quem se atreve a tal acto de "vandalismo" e ameaça iminente.
Se fosse uma mensagem no insta ou um comentário mais caliente a uma foto, ainda era tolerado e aceite.
Mas uma rosa???
Que atrevimento, que mente perversa e sádica. A pobrezita pede ajuda a qualquer testemunhas que possam ter visto o malvado que levou a cabo tal acto.

Eu quarentona e já batida, uma romântica perdida ,sorrio.
Pobrezita, nunca saberá a doçura de um admirador secreto, o prazer que é abrir um bilhetinho com poesia melada e aroma a morango.
Sim eu sou do tempo dos papelaria com aroma e as borrachas que apetecia comer de tão cheirosas.
Provavelmente um outro romântico, talvez com uma crise no casamento, dos cinquenta ou somente encantado pela energia que transborda de todas as vintes.
Pobrezita!
Em tempo de nudes uma rosa é um atentado.

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